
Victor Fleming foi único a receber o crédito, mas quatro diretores participaram das filmagens de "O Mágico de Oz".
Richard Thorpe, veterano autor de filmes "B" e a primeira escolha da Metro, foi dispensado após 12 dias de filmagem.
Das cenas que comandou, nenhuma foi aproveitada na versão final.

George Cukor foi o seguinte e ficou ainda menos tempo, durante três dias ele fez testes para tomadas, saindo para dar lugar a Fleming.
Porém,a contribuição de Cukor foi valiosa.
Ele instruiu Judy Garland a não copiar o estilo de Shirley Temple, como queriam inicialmente os produtores, e buscar sua própria forma de interpretar.

Fleming dirigiu a maioria das seqüências, durante os quatro meses seguintes, antes de sair para, novamente, substituir Cukor, desta vez nas filmagens de "...E o Vento Levou." Segundo alguns jornais da época, Fleming havia assumido "O Mágico de Oz" com relutância, tendo aceitado a tarefa apenas para agradar sua filha pequena.

King Vidor, amigo de Fleming, ficou encarregado da finalização do filme e foi responsável pela seqüência mais famosa: “Over the Rainbow”, em que Dorothy canta a música composta por Harold Arlen e E.Y. Harburg. Ironicamente, esta cena quase foi eliminada porque os executivos acharam que era muito sofisticada para ser entendida por crianças.
A produção foi dispendiosa e complicada. Foram utilizados quase 70 sets de filmagem com diferentes esquemas de iluminação e padrão de cores, e a maior parte das cenas foram rodadas em Technicolor. Também foram criados efeitos especiais para as seqüências do tornado e a dos macacos voadores.
Buddy Ebsen, inicialmente escalado para ser o Espantalho, teve que substituir Ray Bolger, que fazia o Homem de Lata. Bolger pediu ao produtor para mudar de papel porque sofria com a maquiagem de pó de alumínio. Ebsen não teve melhor sorte e, no décimo dia, chegou a ser internado por intoxicação. Somente Jack Haley conseguiu suportar até o fim as longas horas de filmagem com a pintura.

Teoria e Resultados
O Mágico de Oz tem sido resguardado por tanto tempo como uma ótima história infantil. Porém, o que se perde é que o filme tem alguns significados muito profundos que sempre passam desapercebidos. Os versos do disco parecem trazer algumas representações alternativas que ressoam como nova vida ao filme.
O espantalho quer um cérebro (todos sabem a importância de raciocinar).
O leão quer coragem (ninguém gosta de passar medo).
O homem de lata quer um coração (fonte de nossos sentimentos).
Os personagens estão atrás de coisas extremamente importantes em nossas vidas, e que muitas vezes são a causa de nossos problemas.
Porém no fim do filme o mágico mostra aos personagens que eles sempre tiveram as qualidades que desejavam mas só não perceberam por estarem muito ligados em coisas materiais (como um próprio cérebro, um próprio coração e uma medalha de coragem).
Na última cena do filme Dorothy descobre que os três personagens eram pessoas normais nos levando a refletir sobre nós mesmos. Como no verso de Us and Them: "and after all we´re only ordinary man" - Tradução: e depois de tudo, somos apenas homens comuns.

The Dark Side Of The Moon
O filme O Mágico de Oz (original de 1939 ou reedição de 1992) quando rodado ao mesmo instante que o álbum The Dark Side Of The Moon, diz a lenda que produz uma das mais incríveis sincronias. É como se o Pink Floyd tivesse feito o álbum para servir de trilha sonora para o filme. Além das frases das músicas do álbum coincidirem com as ações dos personagens em muitas partes do filme, o sentido das letras das músicas também coincidem. Os empresários do Pink Floyd afirmam repetidamente que não sabem nada a respeito.
O interessante no entanto, é que eles não afirmam nem negam. Só dizem que não sabem...
O fato que torna tudo isso mais incrível, é que o cd toca 3 (três) vezes e no entanto a coreografia dos personagens se mantém. Isso exigiria grande habilidade por parte dos autores. Imaginem, todas as músicas deveriam seguir ritmo, letra e tempo determinado em conjunto, para que o tempo do cd se encaixasse com o do filme e também com as ações do personagens mesmo após as repetições. Isso deve ter dado muita dor de cabeça, pois seria necessário além de muito talento, vários cálculos matemáticos.